O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) investiu cerca de R$ 7,2 milhões entre 2024 e 2025 para fortalecer a cadeia produtiva da piscicultura no Paraná. Os recursos foram aplicados em projetos de modernização industrial, automação de processos, ampliação da capacidade de cultivo e melhorias de processamento de peixes.
Em 2025, R$ 3,7 milhões foram destinados à modernização de uma unidade industrial da C Vale, com apoio da FINEP. A cooperativa ingressou na atividade de abate e industrialização de peixes em 2017, com a inauguração de seu abatedouro no complexo industrial situado em Palotina. Desde então, a operação tem gerado acréscimo de renda para mais de duas centenas de associados e suas famílias, além de empregar mais de mil funcionários. O projeto foi desenvolvido com elevado padrão tecnológico, incorporando soluções nacionais e europeias. O foco da modernização foi a automação, garantindo mais qualidade nos produtos e segurança nas operações. Em 2024, essa unidade produziu 47,9 milhões de tilápias, um crescimento de 8% em relação ao ano anterior.
Os investimentos na piscicultura se somam à atuação do BRDE como maior repassador de recursos via FINEP no país, atuando como principal operador da agência há mais de uma década. Essa parceria tem sido fundamental para o fortalecimento da inovação em diversos setores produtivos, incluindo o aquícola. Ao longo dos anos, a atuação conjunta impulsionou diversos projetos que aliam tecnologia, sustentabilidade e inovação, ampliando o acesso ao crédito para empresas e produtores da região. No setor aquícola, essa parceria contribui para soluções mais eficientes e sustentáveis, fortalecendo a cadeia produtiva e gerando valor para toda a comunidade aquicultora. Para conhecer as linhas de financiamento disponíveis via FINEP, acesse: www.brde.com.br
Além disso, o BRDE destinou R$ 3,5 milhões ao setor em operações complementares, sendo R$ 2 milhões por meio de convênios com instituições parceiras e R$ 1,5 milhão em operações diretas com produtores e cooperativas. Os recursos têm sido aplicados em projetos voltados à melhoria da infraestrutura produtiva, à eficiência operacional e ao aumento da competitividade da cadeia.
"Parte do avanço da piscicultura no Paraná vem do trabalho de quem está na base da produção, produtores que vivem da atividade, investem com recursos próprios e dependem diretamente dela para sustentar suas famílias. Os recursos que destinamos, especialmente por meio de operações diretas, têm como prioridade fortalecer essa ponta da cadeia, ampliando a infraestrutura, a eficiência e a competitividade de quem movimenta o setor todos os dias", comenta o vice-presidente do BRDE, Rene Garcia.
A atuação do banco ocorre em um cenário de forte expansão da piscicultura no Brasil. Em 2024, a produção nacional de peixes cultivados atingiu 968.745 toneladas, 9,21% a mais em relação a 2023, o maior avanço da última década, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura.
O Paraná lidera o ranking nacional, com 250.315 toneladas produzidas, o equivalente a 25,8% da produção brasileira. Resultado do desempenho de produtores ligados a cooperativas e piscicultores independentes, que têm investido na modernização e inovação industrial.
O diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, destaca a influência do crescimento do segmento, "Hoje a piscicultura é um dos setores mais promissores do agronegócio brasileiro, seu crescimento acelerado reflete a demanda crescente por proteína de qualidade, com baixo impacto ambiental e grande capacidade de escala. Esse avanço tem acelerado a adoção de tecnologias, tornando a produção mais eficiente e abrindo novas oportunidades para produtores, cooperativas e indústrias, com impacto direto no desenvolvimento regional".